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Cuidando ou tomando cuidado? Como mediar situações de conflito entre crianças pequenas

Muitos comportamentos infantis, apesar de comuns a quase todas as culturas, recebem explicações pouco claras, por isso, as famílias mantêm certa insegurança e não sabem como agir quando estes comportamentos são manifestados. É normal que as crianças pequenas batam e mordam. À medida que seu cérebro se desenvolve e sua capacidade motora aumenta e as crianças, naturalmente, expressarão raiva e descontentamento através de seus comportamentos.
Entre o nascimento e o segundo ano de vida a criança atravessa segundo Sigmund Freud, uma fase chamada de oral. A porta de entrada dos estímulos que o meio ambiente oferece é justamente a boca, por isso o nome. É fácil reparar o bebê sempre de boca aberta, como uma espécie de prontidão para receber o mundo. A princípio, morder não representa qualquer agressão, é necessário, portanto, tentar compreender os motivos que levam à mordida e o que o ato de morder representa. A ação de morder, certamente, possui significados diferentes para cada criança, nos diferentes ambientes onde convivem.
Alguns estudos mostram que as crianças não precisam observar modelos de agressão física para se iniciar na utilização desse tipo de comportamento. Tais comportamentos são respostas à frustração e a raiva, e é exatamente com a socialização que esses comportamentos tendem a desaparecer. A maioria das crianças consegue desenvolver comportamentos alternativos com o desenvolvimento da linguagem e com o auxilio dos adultos para expressar seus sentimentos e vontades.

Algumas dicas para auxiliar nesse tipo de situação:
• Reagir calmamente, mas expressar claramente sua desaprovação cada vez que esses comportamentos ocorrerem.
• Ser cordiais e atenciosos e reforçar o comportamento pró-social.
• Intervir de acordo com à idade da criança, que estimule o aprendizado (por exemplo, pedindo desculpas, reparando quaisquer danos que tenham sido causados).
• Ensinar às crianças como expressar raiva e frustração usando a linguagem.
• Encorajar as crianças a ter um comportamento amigável (por exemplo, cooperar, negociar, ceder, reconciliar)
Com o apoio e a orientação dos pais e dos cuidadores, e através da interação com terceiros, as crianças aprenderão que não é preciso ter comportamentos agressivos e, ao contrário, valer-se de comportamentos socialmente mais aceitáveis.

Adaptado de: http://www.enciclopedia-crianca.com/agressividade-agressao/introducao

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