Blog

A Estimulação no Berçário é Fundamental para a Aprendizagem

O Berçário é etapa importante para todas as crianças pois é nesta época que a curiosidade funciona a mil por hora. O cérebro é o órgão mais importante para aprendizagem e também o mais bem evoluído do ser humano. Seu peso quando adulto varia de 1,3 até 1,6 Kg, e é nele que acontecem todas as sinapses e dentro dele passam todas as etapas da aprendizagem.
Durante os primeiros quatro meses de vida o bebê deve sim receber estímulos. Como se a consciência cognitiva tivesse aprendendo com o inconsciente, nestes meses em que os processos cerebrais estão se formando, o bebê precisa do maior número possível de estímulos. Também deve passar por diversas experiências, contribuindo para novas aprendizagens.
Na primeira infância (zero a três anos) os neurônios ainda não estão ligados em rede, porém já possuem esta habilidade. Portanto, depende dos estímulos recebidos pela criança para acontecer a formação da primeira rede neural. Estes estímulos devem acontecer no desenvolvimento motor conhecido como craniocaudal (ocorre de cima para baixo). Exemplo: firmamento da cabeça, firmamento da cintura e o engatinhar lembrando sempre de tomar os devidos cuidados para não machucar o bebê.

O desenvolvimento da linguagem acontece primeiramente através do choro da criança. Depois deste momento encontramos algumas fases como os primeiros sons (geralmente é uma vogal conhecida como AAAA). Nos meses seguintes o bebê já consegue falar (imitar) algumas sílabas e assim inicia a sua rede neural para a aprendizagem da fala. Estímulos fundamentais para essa etapa: músicas, conversas e a própria contação de história, lembrando que a curiosidade ingênua é fundamental para a aprendizagem.
A curiosidade é inata no ser humano e portanto fundamental. O bebê deseja explorar o ambiente e este é um comportamento natural pois atende às necessidades cognitivas.
Não existe nada pior para criança do que o tédio; a ausência de estímulos gera inquietude. Isso quer dizer que a criança necessita de novas experiências pois este tédio tortura as crianças – e não apenas as maiores que são capazes de falar, mas também os bebês. A curiosidade ingênua é vital assim como a liberdade de pesquisar, descobrir novas sensações e sentimentos para aprendizagem.

O bebê descobre os movimentos e a mobilidade dos dedos, das mãos, dos braços e das pernas; ele sente o toque, o frio e o calor. Essas novas experiências despertam interesse, ele estará feliz e a sua curiosidade aumentará cada vez mais.

As crianças aprendem depressa e acostumam-se às brincadeiras já conhecidas, rapidamente perdendo o interesse inicial. Não devemos somente dar à criança um brinquedo; assim que conheça a cor e forma devemos mostrar-lhe novas possibilidades de entretenimento com este mesmo brinquedo, despertando a criatividade. Além disso, a curiosidade dever ser estimulada sempre, pois ela gera aprendizagem. Diferente do que muitas pessoas pensam, os bebês aprendem com muita facilidade, pois estão formando as primeiras redes neurais. É um período em que pode e deve ser incentivado o gosto pela leitura, música, artes e esportes nesta primeira fase de vida.

Adaptado do Artigo de Saliza Costa Pedroso

Por Danielle Cypriano

Scroll Up