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A Criança e o Preconceito

As crianças, normalmente a partir dos 2 anos, começam a perceber as características e diferenças físicas entre as pessoas e essa percepção vai se ampliando com o aumento da idade: percebem diferenças de gênero, de características físicas diversas e bem mais tarde começam a perceber diferenças mais subjetivas. 

A princípio, não há preconceito por parte das crianças. Trata-se de curiosidade ou mesmo uma atenção aumentada ao que não lhe parece comum ou ao que é diferente dela mesma, num processo complexo de construção da sua própria identidade e dos demais, enquanto seres sociais. Se uma criança interroga sobre diferenças de características físicas ou se estranha determinado biótipo, a ideia é que isso seja tratado com clareza e naturalidade. O preconceito – quando surgem falas ofensivas ou discriminatórias – deve ser coibido, e costuma ser aprendido com os mais velhos, ao exibirem essa conduta para as crianças de forma velada ou explícita. 

A responsabilidade da escola, nesse sentido, deve ser a de construir valores. Somos diferentes, cada ser humano é único, mas dentro das diferenças somos iguais enquanto seres humanos. O que temos que cuidar é para que as diferenças sejam tratadas com tranquilidade e respeito. 

Uma escola responsável deve trabalhar no sentido de que suas crianças e jovens não venham a se utilizar da sua etnia, gênero, religião ou classe social para oprimir ou prejulgar o outro. Um bom projeto pedagógico deve contemplar amplas referências socioculturais, trazendo à cena a diversidade com ênfase nos princípios de igualdade e respeito à dignidade humana. Essa é uma construção que perpassa toda a trajetória educativa e é na Educação Infantil que são plantadas as sementes.

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